Era um homem bom e gentil. Aliás, Gentil era seu nome. Estava sempre pronto a ajudar, servir, apoiar. Professor, leitor compulsivo, tinha sempre histórias para contar, e todos adoravam ouví-lo. Além disso, distribuía abraços. Apertados, afetivos. Era um caramelo. Um doce de coco. Não havia quem não gostasse de si.
Um dia, sua boina preta de riscas brancas foi encontrada no piso de um estacionamento, em meio a uma enorme poça de sangue. O mar que batia forte na amurada e respingava por todo lado não era capaz de limpar aquela violência.
Um dia, sua boina preta de riscas brancas foi encontrada no piso de um estacionamento, em meio a uma enorme poça de sangue. O mar que batia forte na amurada e respingava por todo lado não era capaz de limpar aquela violência.