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domingo, 24 de maio de 2015

Silêncio musical

Há momentos em que ouvir música é muito bom e outros em que não há nada melhor do que o silêncio.
Pesquisadores da Faculdade de Psicologia da University of Wales Institute debruçaram-se por quase uma década sobre as seguintes questões.

  1. Ouvir música faz bem à saúde mental?
  2. O efeito de ouvir uma música de que a pessoa goste é o mesmo que se verifica quando ela ouve uma música de que não gosta?
  3. É melhor trabalhar ou estudar com música ao fundo ou em ambiente silencioso?

quinta-feira, 14 de maio de 2015

A vida no ovo

O apartamento, em uma das áreas mais agitadas e badaladas da cidade, é equipado com janela anti-ruído. Assim é possível estar nele como um surdo, no silêncio.

quarta-feira, 13 de maio de 2015

Viver perigosamente

Ele gostava de ouvir Eric Clapton. Mas gostava mesmo. Ouvia suas músicas o dia inteiro. Assistia shows na TV e, sempre que possível, ao vivo. Sabia que Clapton era um velho comparado aos músicos que seus companheiros de 11 anos de idade curtiam, mas isso não o abalava - era um fã e ponto.
Por causa das músicas, leu a autobiografia do artista. Ficou muito impressionado com a narrativa, com a experiência do seu ídolo. As drogas. A quase morte. A volta ao mundo dos vivos. 
Achou que poderia fazer o mesmo. Viver perigosamente. Montou sua banda. Mergulhou nas drogas. Foi se perdendo sem se dar conta.
Aos 27 anos, como tantos gênios do mundo das artes, morreu.

sábado, 18 de junho de 2011

Memória

Versos que se repetem na mente a todo momento
incontroláveis
quatro meses depois

Nunca mais romance
Nunca mais cinema
Nunca mais drinque no dancing
Nunca mais cheese
Nunca uma espelunca
Uma rosa nunca
Nunca mais feliz



e, no entanto, a vida segue.....

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Saudade

A memória tem um processo estranho... faz aflorar sons e letras há tanto tempo perdidos...
Esta me veio hoje.

Saudade palavra triste quando se perde um grande amor,
Na estrada longa da vida eu vou chorando a minha dor,
Igual uma borboleta vagando triste por sobre a flor,
Seu nome sempre em meus lábios
Irei chamando por onde for
Você nem sequer se lembra
De ouvir a voz desse sofredor
Que implora por teu carinho
Só um pouquinho do seu amor

Meu primeiro amor tão cedo acabou
Só a dor deixou neste peito meu
Meu primeiro amor foi com uma flor
Que desabrochou e logo morreu
Nesta solidão sem ter alegria
O que me alivia são meus tristes ais,
São prantos de dor que dos olhos caem
É porque bem sei quem eu tanto amei
Não verei jamais

domingo, 10 de outubro de 2010

Música nem sempre faz bem

Há momentos em que ouvir música é muito bom e outros em que não há nada melhor do que o silêncio. 
Pesquisadores da Faculdade de Psicologia da University of Wales Institute debruçaram-se por quase uma década sobre as seguintes questões.
  1. Ouvir música faz bem à saúde mental?
  2. O efeito de ouvir uma música de que a pessoa goste é o mesmo que se verifica quando ela ouve uma música de que não gosta?
  3. É melhor trabalhar ou estudar com música ao fundo ou em ambiente silencioso?

sábado, 9 de outubro de 2010

Vivaldi resgatado

Ao vasculhar o Arquivo Nacional da Escócia, em Edimburgo, o violinista Andrew Woolley, pesquisador na University of Southampton, descobriu uma pérola: o manuscrito de um concerto para flauta de Vivaldi que havia sido mencionado num catálogo de vendas de um livreiro holandês, no século XVIII, mas jamais tinha sido visto ou executado.

Trata-se de Il Gran Mogol, dedicado ao Oriente, parte de um conjunto de quatro concertos –  La Francia, La Spagna e L'Inghilterro, continuam perdidos. 


Como faltava um trecho para o segundo violino na partitura encontrada, Woolley realizou um trabalho adicional. Completou o serviço baseado no manuscrito de outro concerto de flauta de Vivaldi tido como uma reformulação do Il Gran Mogol.

Quem estiver na Escócia no dia em 26 de janeiro de 2011, poderá agendar uma noitada histórica no Perth Concert Hall – e assistir à estreia de uma obra composta 250 anos atrás. Enquanto isso, parte do Il Gran Mogol está disponível no site do Guardian - www.guardian.co.uk/music/2010/oct/07/vivaldi-flute-concerto-discovery-scotland.

Nascido em Veneza, na Itália, Antonio Vivaldi morreu em Viena, na Áustria, aos 63 anos de idade – na cidade há esculturas, praças e teatros em sua homenagem.

Ao longo da vida Vivaldi compôs mais de 500 serenatas, óperas, árias, cantatas e concertos. A Biblioteca Coral de Domínio Público, do grupo Wiki, ainda está um pouco confusa, mas já possui cerca de 10 mil partituras oferecidas gratuitamente no link http://www.cpdl.org.

Nesta temporada, ouvir Primavera é uma boa pedida. Experimente. A peça executada pela Orquesta Filamónica de Berlím, sob a regência do maestro Herbert von Karajan, está disponível no post a seguir.

A reprodução da partitura que ilustra este texto é do National Archives of Scotland Crown.
University of Southampton - http://www.soton.ac.uk/

Primavera, de Antonio Vivaldi

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Nomes de Toquinho

Dar nomes aos gatos é questão delicada
Não se trata de uma brincadeira banal
Você pode achar que eu não sei de nada
Mas três nomes para um gato seria o ideal
...
Quando você vir um gato
Em plena meditação
Com olhos pousados num mesmo lugar
Sua mente estará nessa contemplação
Voando
Pairando
                                                  Ouvindo seu nome no ar
                                               ....
Este é um trecho da versão de Toquinho para um dos poemas de T.S.Eliot que recheiam o espetáculo Cats, composto por Andrew Lloyd Webber, segundo musical mais visto na história, em cartaz no Rio de Janeiro. Tem algo do tom das músicas do LP Canção de Todas as Crianças, compostas em parceria com Elifas Andreato em 1987. Quem se lembra de Todas as coisas têm nome?

Todas as coisas têm nome
Casa, janela e jardim
Coisas não têm sobrenome
Mas a gente sim

Todas as flores têm nome
Rosa, camélia e jasmim
Flores não têm sobrenome
Mas a gente sim
...

A explicação de Antonio Petti Filho, nome que consta do registro de nascimento de Toquinho, de 64 anos de idade e quase meio século de carreira artística, para sua juvenilidade:

– A música proporciona entusiasmo pela vida, alimenta a coragem para ser feliz. Mantenho as portas abertas para aquilo que me dá prazer.

domingo, 19 de setembro de 2010

Poesia musicada I

Lembro Lupicínio Rodrigues

Dona Divergência

Oh! Deus
Se tens poderes sobre a terra
Deves dar fim a esta guerra
E aos desgostos que ela traz
Derrame a harmonia sobre os lares
Ponha tudo em seus lugares
Como bálsamo da paz

Deves encher de flores os caminhos
Mais canto aos passarinhos
À vida maior prazer
Assim a humanidade seria mais forte
O mundo teria outra sorte
Outra vontade de viver

Não vá, bom Deus, julgar que a guerra de que estou falando
É onde estão se encontrando tanques, fuzís e canhões
Refiro-me à grande luta em que a humanidade
Em busca da felicidade
Combate pior que leões

Aonde a dona divergência com o seu archote
Espalha os raios da morte
A destruir os cais
E eu, combatente atingido
Sou qual um país vencido
Que não se organiza mais

E trechos da letra de Esses Moços

Esses moços, pobres moços
Ai, se soubessem o que sei
Não passavam aquilo que já passei
Por meu olhos, por meus sonhos
Por meu sangue, tudo enfim
É que eu peço a esses moços
Que acreditem em mim
...
Saibam que deixam o céu por ser escuro
E vão ao inferno à procura de luz
....

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Con te Partiró





O navio começava a se afastar da muralha de pedra que fica entre o Mar Adriático e a cidade de Dubrovnick, capital da Croácia, Patrimônio da Humanidade, quando a orquestra começou a tocar Con te Partiró.

Estávamos bem acomodadas, eu e minha mãe, depois de um passeio por castelos e jardins de todas as idades. Árvores tão antigas como as paredes abaladas por terremotos e guerras – em permanente restauração.

A faixa de mar que nos separava da terra alargava a cada instante. Ilhas, histórias, pessoas... Tudo poderia ser esquecido no minuto seguinte. Não havia como não chorar. Ainda mais ao som daquela música.

Mas viajar de navio é assim. Chegar e partir - não ficar. Rumávamos para a Itália. Próxima parada, Veneza. Tudo bem. Na Itália ficaríamos.